"you still on my lonely mind "

4.3.14

Pela primeira vez na vida consigo perceber como a aflição nos leva a guardar tudo para nós. Ter a necessidade de falar sobre tudo o que vai no nosso interior e não o fazer por não conseguir aceitar o que realmente se passa, por continuar presa a algo que foi e que provavelmente não volta. Eu não consigo me exprimir, eu não consigo verbalizar. Evito falar no assunto. O aperto no peito é exageradamente forte. Ontem foi a primeira vez que te vi depois do que aconteceu. Sinceramente? Foi horrível. Foi horrível estar em ambiente de festa e tudo cair à minha volta daquela forma. Foi horrível o facto de eu não ter conseguido me controlar à frente daqueles que gostam de mim. Foi horrível preocupá-los e mais horrível ainda a pressão que pus em mim própria para me recompor. Foi horrível estar dentro das mesmas quatro paredes que tu e não poder estar ao teu lado, não poder nem falar contigo. Ver o estado  em que estavas partiu-me o coração, ainda mais do que já estava. Ignorar-te custou-me o mundo. Por momentos bati no fundo e senti um forte nó no estomago. No que diz respeito a ti, as coisas ao longo da noite só vieram a piorar. Fiquei preocupada, fiquei angustiada. Fiquei mesmo. Foi um misto de emoções, foi muita coisa ao mesmo tempo, muita coisa para uma só noite e para uma só pessoa. Não há forma de me controlar, não consigo arranjar maneira. Estou completamente alterada. Odeio dramas, odeio lamechices e odeio dar a parte fraca, mas a verdade é que nada está a ser fácil. A música estava alta, então continuei a dançar, mas os meus pensamentos conseguiam ter um volume muito superior ao da música. Se me perguntarem se eu gostei da noite? Sim, gostei. Se me perguntarem se foi fácil ? Não, não foi. Mas tudo passa, tudo se supera e tudo o que eu preciso é de tempo. Continuo a amar-te. Continuo a não conseguir a aceitar que já não estás do meu lado. Continuo a ter a esperança parva que tudo vai voltar ao que era. Mas isto vai mudar. Tem de mudar.

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